(...)Escute: estou idealmente feliz. Minha felicidade é uma espécie de desafio. Ao vagar pelas ruas, pelas praças, pelos caminhos ao longo do canal, sentindo distraidamente os lábios da umidade através de minha solas gastas, carrego com orgulho essa felicidade inefável. Os séculos hão de desfilar, os estudante bocejarão lendo a história de nossos cataclismos; tudo passará, mas minha felicidade, querida, minha felicidade irá permanecer, no reflexo úmido do lampião, na curva cautelosa dos degraus de pedra que descem até as águas negras do canal, nos sorrisos dos pares a dançar, em tudo aquilo com que Deus circunda tão generosamente a solidão humana.
Volodya é um êxtase permanente.
Posted by Mercuccio at maio 31, 2004 12:47 PM