maio 21, 2004

não é ficção

Arrombaram minha casa. Levaram a TV de 29", a de 14", o vídeo, o DVD, o disc-man e dois relógios-de-pulso. Também levaram o Animal Crackers dentro do aparelho, mas não levaram o gato, que escondeu-se sob a máquina-de-lavar.

Espero que aproveitem ao máximo o lucro do roubo e morram de overdose. Conheciam a casa, sabiam o dia e a hora em que estaríamos fora. Minha avó é quem mais circula pela região, a caminho de sua lanchonete; seu quarto foi o único que teve as gavetas desarrumadas. Por mim, mudaríamos amanhã, mas a família prefere apenas reforçar a segurança. Já trocamos a porta e a fechadura, danificadas pelo pé-de-cabra; vamos trocar também o portão e aumentar os muros.

Procurei um corretor semana passada e não fiz o seguro, mas o prejuízo financeiro pode ser compensado em poucos meses; pior é o pânico, a percepção da vulnerabilidade, imaginar que enquanto você estava trabalhando, ou estudando, ou contando piadas, alguém estava revirando gavetas no seu quarto. A nota de sarcasmo é que o lucro que os idiotas terão é 03 vezes menor que o valor em dinheiro-vivo que havia na casa e que eles não acharam.

Não fui trabalhar hoje, vou passar o fim-de-semana inteiro em casa. Talvez durma na sala, abraçado ao taco de baseball. Volto a postar quando a paranóia baixar.

Daisy, Daisy, give me your answer do. I'm half crazy...

Posted by Mercuccio at maio 21, 2004 12:24 PM