abril 19, 2004

post memorizado desde dezembro, a espera de um momento de pouca inspiração

Vivi minha pior experiência cinematográfica ao assistir pela primeira vez Executive decision. Não apenas pelo filme, mas pelo contexto. Observe o detalhe da "primeira vez", porque além de tudo sou masoquista.

Em uma madrugada no final de setembro de 2001 tive o prazer de conhecer tal filme, que narra o sequestro de um 747 por um grupo de terroristas árabes que planejam derrubá-lo em Washington D.C. Sim, em setembro de 2001. Em destaque no elenco, Steven Seagal balança o rabinho-de-cavalo com toda a canastrice que lhe é peculiar. O único consolo, se é possível encontrar consolo em filme tão qualificado, é que o personagem de Seagal é defenestrado do avião durante o vôo, para gáudio universal e regozijo dos povos.

Como era previsível, experiência tão marcante levou-me a desenvolver uma nova teoria, a Metafísica Cinematográfica, que propõe que o último filme da carreira do artista deveria ser a recompensa por todos os seus trabalhos. Imagine a monitora acompanhando turistas no museu de cera:

- Oh, esse ator era magnífico, extremamente talentoso, um gênio das artes dramáticas; em seu último filme ele foi o vizinho de Audrey Hepburn no Paraíso.
- Oh!
- Maravilhoso!
- Lembro-me bem, ele era fantástico, incrível!
- E esse outro aqui ao lado?
- Esse aí? - a monitora faz uma pausa - Bem, basta dizer que em seu último filme ele despencou de um avião durante o vôo.
- O avião caiu?
- Não, ele foi espirrado para fora do avião. Sozinho.
- Oooh!

Posted by Mercuccio at abril 19, 2004 12:26 PM