março 31, 2004

o triunfo da paranóia

Um jorro de informações pelas duas janelas. Sobre eles. Atualizações constantes. Alguém está enviando. Eu não pedi nenhuma busca. Quem está enviando? Quem são eles? Não há tempo, já é tarde. As janelas abrem novas janelas, atualizações instantâneas, devo ler. Por quê? Preciso saber. Por que preciso saber? É importante. Quem disse? É perigoso não saber sobre eles. Janelas se multiplicam, o tempo é curto. Atenção no caminho. É perigoso não saber. Eles não estão aqui, estão muito longe mas podem me tocar. Não há janelas, o micro está desligado. Você não saiu de casa. Você não, por favor, primeira pessoa apenas, não há você aqui. Outras, novas, não posso perder, já é tarde, falta tempo. Não há janelas, não há micro, você está dormindo, feche as janelas. Você não, por favor, primeira pessoa apenas. Acordei, não estão aqui mas vão me pegar. Só fecho as janelas depois de ler tudo, não me pegam. Quem disse? Continua? Durma. Primeira pessoa do singular, apenas, por favor. Levantei, fui ao banheiro. Tem certeza?

Posted by Mercuccio at março 31, 2004 1:44 PM