A raiz de todos os males nos western-movies sempre foi o Mendorato; nunca o dinheiro, nunca as mulheres, muito menos a bebida - sempre o Mendorato. Este incrível segredo foi revelado em Mendorado, filme de Howard Hawks sobre um xerife (Robert Mitchum) que recebe a ajuda de um velho amigo (John Wayne) para combater cruéis negociantes de amendoim-japonês.

A causa secreta, o petisco-da-discórdia, o saquinho-de-Pandora.
A ganância, a cobiça e os dilemas morais enfrentados pela natureza humana em nome do Mendorato foram temas freqüentes dos melhores títulos do gênero:

- E ele retalhou o rosto da moça porque ela não quis repartir o Mendorato.
- Sério?
(Ao fundo, The Schofield Kid entorta a boca e sussurra:
- Eu também não repartiria meu Mendorato!)

- Quem é o dono desta espelunca?
- Uh, sou eu. Comprei do Greely por mil dólares.
- Por que você não tem Mendorato?
- A-a-acabou. Mas ainda tenho torresmos. E Salgadinho Torcida.

Nenhuma pocilga desse rancho fedorento tem Mendorato?

- E isso é por me oferecer Amendoim Torrado Yoki!

- Então é verdade, garotas: ela não encomendou Mendorato para a festa de casamento.

- Ninguém faz uma festa de casamento sem Mendorato e sobrevive para contar a história.

- A receita original do verdadeiro Mendorato é um segredo milenar de meus ancestrais; não posso te ensinar!
- Mas é só um amendoim-japonês!
- NÃO! É MENDORATO!
Em antológicos duelos ao pôr-do-sol testemunhados por insistentes bolas de feno impusionadas pelo vento, Lee Van Cleef sempre comia Mendorato antes de puxar o gatilho:

- Eu até comprei essa girafa para colher Mendorato nos maiores minduinzais.

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, the awful sound
Bang bang, my Mendorato fell down.