Comprei uma arma.
Queria uma Glock 25 mas só pude pagar por uma Imbel GC MD1; vou trocar pela Glock em 2006. Calibre .380ACP mesmo; 9mmP só em sonhos.
Nunca havia pensado em comprar uma arma; mudei de idéia nos últimos meses. Fiz o curso de tiro, apresentei a certidão de ausência de antecedentes criminais, comprovei capacidade técnica e aptidão psicológica, convenci a Polícia Federal da minha necessidade de proteção domiciliar e paguei a taxa do registro.
Não confio no Estado. Os serviços estatais de Educação e Saúde são piores que os privados - seus profissionais dispõem de infra-estruturas e tecnologias inferiores; os serviços de telefonia melhoraram depois do fim do monopólio estatal, as antigas siderúrgicas estatais tornaram-se mais eficientes com a privatização, até mesmo o transporte público na cidade de São Paulo ficou melhor com o fim da CMTC. A pergunta que não quer calar é: por que eu deveria confiar ao Estado o monopólio da propriedade das armas de fogo?
O Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, só permite o porte de armas a profissionais da segurança pública (policiais, juízes, promotores), agentes de segurança privada e civis autorizados pela Polícia Federal mediante avaliações e pagamento de taxa de R$ 1.000,00. Quem sai às ruas armado fora dessas condições já é fora-da-lei. Com a extrema restrição na concessão do porte, qual a diferença entre a atual autorização de propriedade apenas para defesa do domicílio e a proibição do comércio?
Minha pistola nem terá tanta utilidade: nas ruas, continuarei usando minha zarabatana e minha funda; em casa, eventuais invasores terão de passar pelo fosso dos crocodilos e pelo óleo fervente na muralha; já terminei o colegial e a faculdade, trabalho em casa, moro sozinho e não brigo no trânsito porque não tenho carro. Mas, se tanta gente burra quer proibir, algum benefício a compra vai me trazer.
Posted by Mercuccio at outubro 17, 2005 1:20 AM