Sêo Jizuiz virou pretexto para discussões entre quituteiras em Salvador: vendedoras de acarajé invangélicas não usam as tradicionais roupas de baianas, associadas ao candomblé, e definidas por lei como veste oficial da categoria. Os invangélicos da cidade não comem mais qualquer acarajé; agora só acarajé de Jizuiz.
O que os ingênuos entusiastas da vulgaridade não percebem é o outro lado do paradoxo da Graça: se chuva e sol vêm sobre justos e injustos, por que o centroavante de Jizuiz não comemora o gol perdido? Por que a quituteira de Jizuiz não faz festa quando é multada pelo fiscal? Se pela Graça vem a bênção, também não vem a ausência de bênção?
(E neste parágrafo entrego a grande frase feita para você pendurar na cabeceira da cama:)
Graça não quer dizer apenas que você é livre, mas também que Deus é livre de você.
Menas Jizuiz, please. A cruz ele já carregou. O acarajé, o jiujitsu e a dieta carregue quem quiser.
Posted by Mercuccio at outubro 25, 2006 5:00 PM