Eduardo Azeredo, filho da puta, criou projeto de lei para me obrigar a preencher um cadastro com CPF e RG para acessar a internet. O projeto será votado amanhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Eduardo Azeredo é o mesmo filho da puta que recebeu dinheiro de Marcos Valério na eleição para o governo de MG em 1998.
Renan Calheiros, filho da puta, criou um dos três projetos de lei usados como base para o texto de Azeredo. Renan Calheiros é o mesmo filho da puta que presidiu a Frente Parlamentar Brasil Sem Armas e defendeu a proibição do comércio de armas no referendo do desarmamento.
O projeto de lei propõe pena de reclusão de dois a quatro anos, mais multa, para quem acessar a rede sem ter feito o cadastro individual; detenção de dois a quatro anos por "obtenção indevida de dado ou informação em rede de computadores"; e detenção de um a dois anos, por "violação ou divulgação indevida de informações obtidas em bancos de dados".
Se eu entrar no vaticano ou no arquivonet sem informar meu CPF ao Azeredo filho da puta, posso passar até 04 anos com o PCC. Se o Marcola descobre meu endereço em algum banco de dados, não pega mais de 02 anos. Sem contar a diferença entre reclusão e detenção (dicionário, ok?).
Bando de filhos da puta, todos, legisladores, seus acessores, e a Fenaban, que apóia o projeto. Não têm competência pra garantir a segurança das informações privadas na rede nem para punir os criminosos e então preferem dificultar o acesso. Enquanto isso, os servidores internacionais continuarão livres para o uso de punguistas, michês e parlamentares brasileiros.
Faz sentido: se eu fosse Eduardo Azeredo ou Renan Calheiros também ia querer restringir o acesso a minha biografia na internet.
Posted by Mercuccio at novembro 7, 2006 4:00 PM