" /> Nucopardoca: junho 2004 Archives

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junho 30, 2004

[trocadilho prucura piada, episódio CXXVI]

- Você está sempre em boa forma! Você faz musculação?
- Não, faço um método romano-galileu de condicionamento físico-espiritual alicerçado sobre um conhecimento profundo da anatomia e da alma humana: Pôncio Pilates.

preta à porteira [trocadilho procura piada, episódio II]

Acabou a São Paulo Fecha o Zíper. No fim do ano tem mais.

queremos zumbis! queremos zumbis!

O roteiro de 28 Days Later, de Danny Boyle, é cheio de clichês, mas a edição é eficiente e a fotografia é acima da média. Graças ao uso de câmeras digitais o filme custou 'apenas' US$ 8 milhões e renovou a carreira do diretor, abalada depois do fracasso de 'A Praia'. Mas todas essas qualidades perdem importância diante dos zumbis do filme. Aqueles, sim, são zumbis de verdade! Desde os anos 80 o cinema não produzia zumbis tão divertidos! O cinema brasileiro é natimorto pela falta de zumbis! Queremos zumbis! Queremos velozes zumbis hidrófobos!

E quem falar do Quilombo dos Palmares vai levar uma mordida!

junho 29, 2004

Trocadilho solteiro procura Piada para diversão barata. [repost]

Trocadilho solteiro cheio de humor para dar procura Piada romântica, simples e carinhosa, que sabe o que quer da vida, disposta a multiplicar gargalhadas, sorrisos e alegrias em um relacionamento duradouro apenas por diversão barata. Quero você, Piada que é uma graça, sincera, honesta e com coração aberto para novas palhaçadas. Venha ser a metade do meu duplo-sentido, deixe-me conhecer sua private-joke por dentro!

junho 28, 2004

Mendorado

A raiz de todos os males nos western-movies sempre foi o Mendorato; nunca o dinheiro, nunca as mulheres, muito menos a bebida - sempre o Mendorato. Este incrível segredo foi revelado em Mendorado, filme de Howard Hawks sobre um xerife (Robert Mitchum) que recebe a ajuda de um velho amigo (John Wayne) para combater cruéis negociantes de amendoim-japonês.

mendorato.jpg
A causa secreta, o petisco-da-discórdia, o saquinho-de-Pandora.

A ganância, a cobiça e os dilemas morais enfrentados pela natureza humana em nome do Mendorato foram temas freqüentes dos melhores títulos do gênero:

unforgiven5.jpg
- E ele retalhou o rosto da moça porque ela não quis repartir o Mendorato.
- Sério?
(Ao fundo, The Schofield Kid entorta a boca e sussurra:
- Eu também não repartiria meu Mendorato!)

clint.jpg
- Quem é o dono desta espelunca?
- Uh, sou eu. Comprei do Greely por mil dólares.
- Por que você não tem Mendorato?
- A-a-acabou. Mas ainda tenho torresmos. E Salgadinho Torcida.

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Nenhuma pocilga desse rancho fedorento tem Mendorato?

eastwood.jpg
- E isso é por me oferecer Amendoim Torrado Yoki!

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- Então é verdade, garotas: ela não encomendou Mendorato para a festa de casamento.

bill.jpg
- Ninguém faz uma festa de casamento sem Mendorato e sobrevive para contar a história.

kb15.jpg
- A receita original do verdadeiro Mendorato é um segredo milenar de meus ancestrais; não posso te ensinar!
- Mas é só um amendoim-japonês!
- NÃO! É MENDORATO!


Em antológicos duelos ao pôr-do-sol testemunhados por insistentes bolas de feno impusionadas pelo vento, Lee Van Cleef sempre comia Mendorato antes de puxar o gatilho:

LeeVanCleef.jpg
- Eu até comprei essa girafa para colher Mendorato nos maiores minduinzais.


mendoratos.gif

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, the awful sound
Bang bang, my Mendorato fell down.

quase todas as festas felizes demais

- O endereço é esse mesmo?
- É, no número 84.
- Mas esse número não existe. Do 74 vai pro 80 e daí pro 86.
- Isso daria um post - "foram convidados para uma festa, mas encontraram um cemitério indígena!"
- "A festa foi construída em cima do cemitério indígena!"
- Será que não é aqui?
- Não, não parece que tem uma festa aqui.
- E ali do lado?
- É uma clínica ocular orto-molecular.
- É uma clínica de aborto, isso sim; todas as clínicas de aborto são assim.

- Vamos ligar para aquele amigo e confirmar o endereço com ele?
- Já liguei, ninguém atende.
- Como ninguém atende? Ele saiu? Levou a Lolita?
- Ele veio para a festa e trouxe a Lolita.
- É a festa do milênio: até a Lolita apareceu.
- Festa do milênio: hahaha!
- Estamos perdendo a festa do milênio.
- Se a festa é do milênio, nós somos os milenaristas!
- Olha, tem uma festa ali no 184.
(Manobrista do 184): - Vieram para a festa? É aqui mesmo!
- É a festa do milênio?
(Manobrista do 184): - É aqui mesmo, podem entrar.
- Viu só, os milenaristas serão recompensados!
- Nossa, quanta gente na festa do milênio, não sabia que ele era tão famoso.
- Daqui da porta parece festa de japonês.
- Os milenaristas estão chegando, estão chegando os milenaristas.
- Tem uns japoneses dançando valsa.
- O milênio é japonês?
- Não.
- Festa errada! Não acredito que entramos na festa errada!
- Viu só, os milenaristas se deram mal!
(Na saída, para o Manobrista do 184): - Não era essa festa, era outra; era a festa do milênio.
(Manobrista do 184): - Ah, mas aqui só tem essa mesmo.
- Perdemos a festa do milênio, não acredito que perdemos a festa do milênio!
- Acho que vamos ter que ficar nessa festa aqui mesmo.
- Vamos roubar os salgadinhos e o guaraná Convenção do manobrista?
- Não, vamos procurar mais um pouco.
- Mas o milênio não é japonês?
- Não, não é.
- Que número soa como 84?
- 74.
- Não existe.
- 104.
- Era o cemitério indígena.
- 204.
- 224.
- Aquele cachorro está rosnando para nós.
- Eu falei prá você não abraçar o Otto!
- Não acredito: perdi a festa do milênio e vou ter que correr do cachorro!
- Já sei: entramos num portal e viemos para o mundo bizarro!
- Outro portal? Não, obrigado; já assinei um contrato de exclusividade.
- Não, é sério; entramos num portal e viemos para o mundo bizarro: a festa do milênio virou festa de japonês e Lolita virou essa besta-fera furiosa rosnando para nós!
- Tem certeza que o milênio não é japonês?
- Tenho, não é japonês, não.
- E como vamos sair daqui?
- Ah, vamos comer Mendorato!
- EEEEEEEEEEEEEE!
- Joga Mendorato pro alto!

junho 25, 2004

Lázaro, sai da tumba!

Hugh Grant poderia alcançar maior dignidade como eventual protagonista da biografia de Oscar Wilde, assim como Robert Dowlney Jr. alcançou certa relevância como o protagonista da biografia de Chaplin. O leitor pode duvidar, pois está acostumado a ver Grant como galã de comédias-românticas medianas, mas biografias são o gênero Lázaro, sai da tumba! de Hollywood: Forest Whitaker esteve muito bem como Bird e até mesmo Will Smith esteve razoavelmente convincente como Ali; Courtney Love levou ao sangue sua identificação com a heroína de Larri Flynt - e eu estraguei o parágrafo com esse trocadilho tão ruim. Mudemos de assunto para tentar salvar o post.

Mais triste que a ausência de caixa de comentários no livro de posts será a ausência dos links, problema esse que seria resolvido com a opção pelo formato e-book; mas um e-book com textos originalmente publicados na Internet seria o cúmulo do desnecessário, então é melhor parar o assunto por aqui, até porque alguém já escreveu algo parecido no texto de apresentação da obra; o que eu queria mesmo é que a Livraria Cultura tivesse as sacolas da Livraria Martins Fontes, ou que a Martins Fontes tivesse o catálogo da Cultura, que inclui e-books e diversos métodos de interpretação teatral de grande utilidade para Will Smith e Hugh Grant.

na looneyversidade você vai se formar

Mais comédia:

Lisandro Nogueira, doutor pela PUC-SP e professor de cinema da Universidade Federal de Goiânia, diz que Gilberto Braga deixou de ser um autor autêntico:

- Ele era praticamente o único escritor de novelas com marcas autorais. Era discutido nas universidades. Não é mais.

Cuma?


P: - Diga tchau, Lilica.

L: - Tchau, Lilica.

I believe in a thing called love

CONFIRMADO: Permission to land, do Darkness, é um disco muito ruim. O arranjo de bateria da primeira música é um desastre, os falsetes do vocalista são ridículos, os solos e duetos de guitarra são constrangedores, as letras são de uma bobagem sem tamanho. Diversão garantida.

lelé de terno

A Rolha reclama do filme de Pelé: os outros jogadores estão ali mais para realçar a grandeza de Pelé do que para interagir com ele.

Sério? Que surpresa! Eu pensava que o filme Pelé Eterno iria realçar a grandeza do John McEnroe, do Rocky Marciano e do Gary Kasparov.

quando vão dizer que é pornográfico?

Prossegue a novela dos críticos perdidos:

Isabela Boscov diz que Tom Hanks estraga Ladykillers e só Irma P. Hall se salva. Sérgio Dávila diz que Irma P. Hall estraga Ladykillers e só Tom Hanks se salva. Quando vão dizer que é pornográfico?

a festa do tangalomango [remix]

Em noite que começou com o fado do soccer-spice-girl, passou pela conga irlandesa e terminou com Right Said Fred, ufólogo deu a seguinte declaração sobre duplo homicídio em 1966 supostamente relacionado a OVNI:

- Eles não podiam prever que encontrariam o disco e o disco não podia prever que iria encontrá-los.


Alguém berrava no programa da Syang, mas não era o Ovelha.

junho 24, 2004

quando o meteoro destruir o planeta, salve essas duas páginas

hellboypancakes.jpg


hellboypancakes2.jpg

junho 23, 2004

chá das cinco com o velho Ari

'Mesmo um mentiroso contumaz', diz Mr. Mahaffy, 'é um ingrediente melhor em uma conversa do que um homem escrupulosamente sincero, que avalia cada frase, questiona cada fato e corrige cada impropriedade'. O mentiroso de qualquer espécie sabe que a recreação, e não a instrução, é a alma da conversa e acaba sendo muito mais civilizado do que o cabeça dura que fica alardeando sua desconfiança em relação a uma história que é contada apenas para entreter a platéia. Mr Mahaffy, de qualquer forma, faz uma exceção em favor desse 'eminente especialista' e nos conta que perguntas inteligentes feitas a um astrônomo, ou mesmo a um estudioso de matemática pura, podem fazer emergir fatos curiosos que ajudariam a passar o tempo. Aqui, no entanto, em nome do interesse da sociedade, nós devemos lavrar um protesto formal. Ninguém, nem mesmo nas cidadezinhas do interior, tem a permissão de fazer uma pergunta inteligente a respeito de matemática pura na mesa do jantar.(...)

(...) Já quanto às qualificações morais de um bom conversador, Mr. Mahaffy, seguindo o exemplo de seu grande mestre, nos previne contra qualquer excesso desporporcional de virtude. Modéstia, por exemplo, pode facilmente ser tida como um vício social, e ficar se desculpando continuamente pela ignorância ou estupidez de alguém é um grave insulto durante uma conversa.


Exemplo único de elegância física proporcional à elegância textual. Veja como o corte de cabelo acomoda-se perfeitamente à eloqüência! Ai, que loucura!

junho 22, 2004

morreu! morreu! morreu!

Brizola morreu. Deveria não ter nascido. (post carinhosamente roubado do César Miranda)

junho 18, 2004

eu não acredito em Jô Soares

Trecho de entrevista recente de Jô Soares à revista Cult:

Eu não acredito em artista de direita. Acho uma incongruência. Como é possível que o artista possa tomar partido do conservadorismo? Isso é uma loucura! Ele não pode, também, colocar limites a si mesmo. Isso acabaria por transformá-lo em um reacionário.

Trecho do artigo O papel crítico do intelectual marxista, de J. Miglioli, publicado em 30/04/1962, na edição 163 de Novos Rumos, jornal do Partido Comunista do Brasil:

Cabe-nos rever uma outra atitude comple­tamente enraizada entre nós, e que evidencia uma ver­dadeira letargia mental. Trata-se do hábito de raciocinar den­tro de esquemas fixos. Este 'mé­todo' de raciocínio se limita a apanhar os fatos e a en­quadrá-los dentro do esquema pré-de­terminado. Exemplo é o esquema 'revolucio­nário x reacioná­rio'. Segundo este esquema, tudo o que temos de fazer é classificar as pes­soas, os atos e os fatos em 'revolucionários' ou 'reacionários'. Feito isto, está concluída a 'tare­fa'. Como poderemos compreen­der a reali­dade, mantendo esta atitude

De acordo com as advertências feitas pelo doutrinador marxista há 42 anos, Jô Soares está em 'evidente letargia mental' e demonstra-se incapaz de compreender a realidade.

Como exemplos óbvios de 'artistas que tomaram partido do conservadorismo' podemos citar Henry James e T.S. Eliot; Jô Soares nunca escreveu nada tão bom quanto The Pupill ou Ash-Wednesday; logo, se Jô Soares não acredita em 'artistas de direita', eu não acredito em Jô Soares.

junho 15, 2004

ricos indigentes

Acabei de receber de minha gerente o seguinte e-mail:

Os poderosos podem acabar com uma, duas, três rosas, mas não podem acabar com a primavera. - Che Guevara

Minha gerente ganha 10 vezes mais do que eu. Ela é mais poderosa do que eu. Com esses spams, ela vai acabar com meu outono, meu inverno e minha primavera, mas não com meu verão, pois já estarei longe.

Agora, que história é essa de poderosos? Trabalhamos num banco, B - A - N - C - O. Aumentamos a poupança interna, fazemos empréstimos, as empresas produzem mais, seus empregados consomem mais e a economia mantém-se ativa, como já explicaram aqueles velhinhos, os Três Reis Magos Austríacos. QUE HISTÓRIA É ESSA DE PODEROSOS? O chefe dela é poderoso, e o chefe-do-chefe-do-chefe dela é mais poderoso; por que ela não manda esse e-mail para eles?

- Oh, somos ricos, isso é tão feio! Vamos nos agarrar a um idiota com um discurso sedutor que tire esse peso de nossas "consciências" (aspas aqui, muitas aspas).

Esses imbecis e esquizofrênicos que enchem salas de cinema para ver Diários e Cazuzzz, e financiam institutos culturais cheios de sub-arte para deduzir do imposto, são tão ignorantes que nem sabem que Ernesto foi mais incompetente como banqueiro do que como bandoleiro.

E, pelos últimos posts, esse blog poderia se chamar Sai de mim, Garoto Enxaqueca.

junho 14, 2004

notas de inverno sobre impressões subterrâneas

A volta dos legítimos humilhados e ofendidos; sempre eles.

O Rolhatin publicou matéria de capa deprimente sobre blogs; quanto constrangimento, oh, céus. Ouvi dizer que a Veja publicou algo sobre o rokut, mas prefiro não ler; a vida tem me reservado muitas surpresas desagradáveis, poupem-me, por favor.

o melhor diálogo do dia dos namorados

- Querida, a reunião acabou agora e estou ligando apenas para dizer que te amo.
- Ai, que lindo!
- Mas preciso desligar, porque estou usando um celular emprestado.
- Tudo bem; mas, espera... eu também!
- Você também está usando celular emprestado?

dick vigarista

A nova campanha anti-tabagista do Ministério da Saúde é tão maniqueísta que me dá vontade de começar a fumar.

Ridículas também são as restrições aos anúncios de cigarro na Fórmula 1, pois a marca West não é comercializada no país. Anunciante por anunciante, que penalizem os mais visíveis:

O Ministério adverte: Shell provoca câncer de boca, ou Vodafone causa impotência sexual, ou HSBC causa enfarte do coração.

Notável foi Jacques Villeneuve, que implodiu a carreira e declarou:

- Já fui campeão do mundo. Tenho mais o que fazer.

o estertor de Portugal

Não vi o primeiro gol dos gregos; procurava some gadget no canal de filmes e perdi o início da derrocada lusa na Eurocopa. Mas o que mais esperar de um time cujo astro tem nome de fruta e cujo ala tem nome de humorista? Verdade é que o dito humorista foi recém campeão europeu por clubes, mas naquela ocasião não contava com a companhia do Sargento Scolari, bonachão e paternalista dado a proezas: venceu uma Copa do Mundo contariando todos os favoritismos alheios e perdeu uma estréia de Eurocopa contrariando o favoritismo próprio.

Para encerrar o assunto, George Best nunca foi à Copa do Mundo mas certamente foi o atleta com o melhor nome de todos os tempos, infinitamente superior a "lelé" ou "taradona".

junho 11, 2004

pink for flower

B: Here comes Romeo, here comes Romeo.
M: Without his roe, like a dried herring: flesh, flesh,
how art thou fishified! Now is he for the numbers
that Petrarch flowed in: Laura to his lady was but a
kitchen-wench; marry, she had a better love to
be-rhyme her; Dido a dowdy; Cleopatra a gipsy;
Helen and Hero hildings and harlots; Thisbe a grey
eye or so, but not to the purpose. Signior
Romeo, bon jour! there's a French salutation
to your French slop. You gave us the counterfeit
fairly last night.

R: Good morrow to you both. What counterfeit did I give you?
M: The ship, sir, the slip; can you not conceive?
R: Pardon, good Mercutio, my business was great; and in
such a case as mine a man may strain courtesy.
M: That's as much as to say, such a case as yours
constrains a man to bow in the hams.
R: Meaning, to court'sy.
M: Thou hast most kindly hit it.
R: A most courteous exposition.
M: Nay, I am the very pink of courtesy.
R: Pink for flower.
M: Right.
R: Why, then is my pump well flowered.
M: Well said: follow me this jest now till thou hast
worn out thy pump, that when the single sole of it
is worn, the jest may remain after the wearing sole singular.
R: O single-soled jest, solely singular for the
singleness.
M: Come between us, good Benvolio; my wits faint.
R: Switch and spurs, switch and spurs; or I'll cry a match.
M: Nay, if thy wits run the wild-goose chase, I have
done, for thou hast more of the wild-goose in one of
thy wits than, I am sure, I have in my whole five:
was I with you there for the goose?
R: Thou wast never with me for any thing when thou wast
not there for the goose.
M: I will bite thee by the ear for that jest.
R: Nay, good goose, bite not.
M: Thy wit is a very bitter sweeting; it is a most
sharp sauce.
R: And is it not well served in to a sweet goose?
M: O here's a wit of cheveril, that stretches from an
inch narrow to an ell broad!
R: I stretch it out for that word 'broad;' which added
to the goose, proves thee far and wide a broad goose.
M: Why, is not this better now than groaning for love?
now art thou sociable, now art thou Romeo; now art
thou what thou art, by art as well as by nature:
for this drivelling love is like a great natural,
that runs lolling up and down to hide his bauble in a hole.
B: Stop there, stop there.
M: Thou desirest me to stop in my tale against the hair.
B: Thou wouldst else have made thy tale large.
M: O, thou art deceived; I would have made it short:
for I was come to the whole depth of my tale; and
meant, indeed, to occupy the argument no longer.
R: Here's goodly gear!

Enter Nurse and PETER

M: A sail, a sail!
B: Two, two; a shirt and a smock.
N: Peter!
P: Anon!
N: My fan, Peter.
M: Good Peter, to hide her face; for her fan's the
fairer face.
N: God ye good morrow, gentlemen.
M: God ye good den, fair gentlewoman.
N: Is it good den?
M: 'Tis no less, I tell you, for the bawdy hand of the
dial is now upon the prick of noon.
N: Out upon you! what a man are you!
R: One, gentlewoman, that God hath made for himself to mar.
N: By my troth, it is well said; 'for himself to mar,'
quoth a'? Gentlemen, can any of you tell me where I
may find the young Romeo?
R: I can tell you; but young Romeo will be older when
you have found him than he was when you sought him:
I am the youngest of that name, for fault of a worse.
N: You say well.
M: Yea, is the worst well? very well took, i' faith;
wisely, wisely.
N: if you be he, sir, I desire some confidence with
you.
B: She will indite him to some supper.
M: A bawd, a bawd, a bawd! so ho!
R: What hast thou found?
M: No hare, sir; unless a hare, sir, in a lenten pie,
that is something stale and hoar ere it be spent.

An old hare hoar,
And an old hare hoar,
Is very good meat in lent
But a hare that is hoar
Is too much for a score,
When it hoars ere it be spent.
Romeo, will you come to your father's? we'll
to dinner, thither.

R: I will follow you.
M: Farewell, ancient lady; farewell, lady, lady, lady