em Acapulco com el senõr Zenom Barriga e Pesado
Asinino não sou, pelo menos é o que me diz o espelho - assassino também não, pelo menos por enquanto - então a propósito das muitas dúvidas faço muitas perguntas, sempre, sobre tudo e para todos. Intermináveis questões produzidas também para consumo individual terapêutico, as quais invariavelmente eu respondo antes que termine de formulá-las. Obviamente o constante interrogatório aborrece-me com grande freqüência, mas procuro pensar que sigo a escola do doutor Sócrates - apesar de não ter o menor talento como meio-campista, cônscio de que sou no máximo um defensor esforçado incapaz de dar dois passes certos seguidos; verdade é que faz anos que não entro em campo, menos por falta de oportunidades que por preguiça; a simples lembrança da insuficiência respiratória, do suor e dos efeitos prolongados do ácido lático esgota todo meu amor pelo esporte; posso padecer pela cicuta mas esforço-me para não sucumbir ao rompimento dos ligamentos cruzados. Voltemos ao post.
Dúvidas atuais buscam respostas para a falácia de O Último Portal , filme de Roman Polanski. A abertura é original, o tema é interessante, os 30 primeiros minutos são promissores, TODAS as interpretações mantém-se convincentes até o fim; como um roteiro arrastado derruba essas muitas qualidades? Como o filme torna-se previsível? Por que Polanski não foi cuidadoso com a edição e a fotografia? Disseram que o livro supera a adaptação; ficarei surpreso quando conhecer uma adaptação que supere os livros.
Hmmm, talvez os dois primeiros Godfathers de Coppolla superem os originais de Mário Puzo - verificar.



